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Quirón Salud

Doação de Óvulos

Donación Óvuloslupa
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Doação de óvulos

A Doação de óvulos é uma técnica de reprodução assistida em que mulheres que preenchem uma série de requisitos (idade, saúde comprovada, etc.) doam óvulos para que pacientes que não conseguem uma gravidez de outra forma, possam cumprir um projecto de maternidade. As principais causas que conduzem à doação de óvulos são as seguintes:

  • Falência ovárica: impossibilidade de uma mulher produzir óvulos.
  • Má resposta ovárica em tratamentos de reprodução assistida prévios.

Se após vários tratamentos de Reprodução Assistida, sejam ciclos de inseminação artificial ou ciclos de FIV, a mulher apresentar uma baixa resposta ovárica, pode-se ponderar iniciar um ciclo de doação de óvulos.

  • Falhas sucessivas de Fertilização.

Nos casos em que a resposta ovárica resultou na produção de três ou mais óvulos maduros, mas a gravidez não foi alcançada apesar de um número suficiente de ciclos de fertilização in vitro (geralmente 3 ou 4) é também recomendado optar pela doação de óvulos.

  • Idade avancada.

Apesar de haver uma boa resposta ovárica e se obterem embriões adequados para a transferência, foi descrito que a probabilidade de gravidez em mulheres com mais de 45 anos de idade é muito baixa. Esta baixa probabilidade de gravidez está associada a factores ovocitários.

  • Alterações Genéticas.

Este grupo inclui casos em que, devido a um estudo genético ou qualquer outro motivo, são identificadas alterações genéticas graves numa mulher suscetíveis de serem transmitidas à sua descendência.

  • Pacientes de risco.

Pacientes com risco aumentado de desenvolver quadros clínicos graves, associados à administração de medicção hormonal podem, entre outras opções, ponderar a doação de óvulos.

  • Motivos Sociais ou de outra etiologia.

Situações especiais em que, mediante apreciação individualizada de cada caso, possa ser considerado que a doação de óvulos poderá ser benéfica para a mulher ou para o casal.

 

Dadoras de Óvulos

As dadoras de óvulos devem ter, de acordo com a lei portuguesa, idade superior a 18 anos e inferior a 34 anos, devem encontrar-se em pleno estado de saúde física e mental e não ter antecedentes genéticos de risco. As dadoras são também  avaliadas quanto ao risco genético e despiste de doenças infecciosas. Além destes requisitos, as dadoras devem realizar um exame ginecológico geral e um estudo hormonal completo para que o tratamento subsequente de estimulação folicular seja adequado e sem riscos.

Mantendo-se sempre em contacto com a nossa equipa de enfermagem, as dadoras seguem os protocolos de estimulação folicular adequados e posteriormente realizam uma Punção Folicular para colheita dos óvulos. Este procedimento tem em consideração que as dadoras são geralmente boas respondedoras ao que pode estar associado um risco acrescido de Síndrome de Hiperestimulaçao Ovárica (SHO). Nesse sentido, é necessário tomar medidas adequadas a cada Dadora e prestar toda a informação necessária.

 

Aspectos gerais que a receptora de óvulos deve ter em conta:

OVODON é a denominação utilizada para descrever o processo de Doação de óvulos. Este é um procedimento pelo qual uma mulher receptora recebe óvulos de uma dadora para fins reprodutivos. Estes óvulos são fertilizados com esperma do  parceiro ou de um dador, consoante a situação clínica. Os embriões gerados com recurso a técnicas de fertilização in vitro são transferidos para o útero da mulher receptora, a fim de alcançar a gravidez.

 

O diagnóstico que estabelece que uma mulher não tem, ou tem poucos óvulos, pode ser feito por:

1. Testes analíticos:

                  a) Determinação dos seguintes valores:

FSH: é a hormona que estimula o crescimento folicular. Valores acima de 10 MUI / ml nos primeiros dias do ciclo menstrual indicam má resposta ovárica. A FSH é um indicador da reserva de óvulos enquanto que a idade da paciente pode dar uma indicação acerca da qualidade dos mesmos, sendo que quanto maior a idade menor a qualidade.

 

Inibina B: é sintetizada pelas células da granulosa dos folículos antrais, desta forma encontra-se elevada na fase folicular precoce e o seu pico coincide com o início da diminuição dos níveis de FSH no final da fase folicular. Níveis abaixo de 45 pg / ml no terceiro dia do ciclo são patológicos.

 

Hormona Anti-Mülleriana (AMH): é produzida pelos folículos pré-antrais e antrais em células da granulosa. Actua em dois estadios da foliculogénese, inibindo o recrutamento de folículos primordiais e diminuindo a sensibilidade dos folículos pré-antrais e antrais ao FSH. Níveis inferiores a 1,4 ng / ml são patológicos.

 

Estradiol (E2): Indica uma resposta ovárica baixa quando é superior a 80 pg / ml no terceiro dia do ciclo, menos de 100 no sexto dia ou inferior a 300-500 no décimo dia de estimulação.

 

Relação FSH / LH: um sinal de má resposta ovárica é uma relação FSH / LH no terceiro dia do ciclo acima de 2.

 

                  b) Testes dinâmicos, determinando os valores de FSH e E2 depois de submeter o ovário a um processo de estimulação:

 

Teste de citrato de clomifeno (TCC): consiste em administrar  100 mg de Citrato de Clomifeno (CC) por dia do 4º ao 8º dia do ciclo menstrual, realizando a análise de sangue ao início, no terceiro dia e após o término, no nono dia. São considerados valores patológicos quando os níveis basais de FSH mais os valores do nono dia são superiores a 26 mUI / ml.

 

Teste EFORT (Exogenous Ovarian Reserve Test): administrar uma dose única de 300 UI de FSH no terceiro dia do ciclo e determinar os níveis basais de FSH e Estradiol no dia seguinte. Se a FSH for inferior a 11mUI / ml ou no dia pós-estimulação, o aumento de E2 for superior a 30% , ou ambas as situações ocorrerem, o teste é considerado normal.

 

Teste GAST (Gonadotropin Agonist Stimulation Test): Avalia as alterações das concentrações plasmáticas de estradiol entre o 2º e o 3º dia após a administração de um agonista de GnRH. O teste depende da produção hipofisária de gonadotrofinas e da resposta ovárica à estimulação. A sua capacidade preditiva quanto à resposta ovárica em ciclos de fertilização in vitro é bastante alta, no entanto não é um bom predictor da possibilidade de gravidez.

 

2. Ecografia ginecológica

Contagem de Folículos antrais: Verifica o número de folículos antrais menores que 10 mm (entre 5-10). Considera-se que um número entre 5 a 10 folículos antrais nos primeiros dias do ciclo é um sinal de boa reserva folicular.

O volume do ovário diminui com a idade, razão pela qual é considerado um indicador da idade reprodutiva e da idade da menopausa. Em qualquer caso, o ovário deve ter um volume maior que 3 cm3.

O Fluxo vascular ovárico: consiste na avaliação do fluxo sanguíneo do estroma ovárico, utilizando a técnica Doppler. As baixas respondedoras têm um fluxo arterial ovárico baixo no início da fase folicular, tanto num ciclo espontâneo como após inibição hipofisária com análogos de GnRH.

 

3. Ciclo de Teste

É o teste de diagnóstico mais fiável, uma vez que consiste no início de uma estimulação ovárica através da administração de FSH e, caso a resposta seja boa, tem uma capacidade preditica maior que os testes anteriores.

 

Em suma, as mulheres receptoras são aquelas cujos ovários, tendo um FSH alto, não produzem folículos ou estes são muito escassos no ciclo de teste, como na falência ovárica oculta, na insuficiência ovárica prematura ou na menopausa precoce. Também são elegíveis para receber uma doação de óvulos as pacientes submetidas a cirurgias como p.ex. remoção do ovário ou cirurgia de correção da endometriose,  pacientes com abortos de repetição, pacientes com alteraçoes genéticas que não desejam realizar um ciclo com diagnóstico genético pré-implantatório e pacientes com falhas de fertilização recurrentes.

A receptora deverá realizar uma preparação endometrial. O tratamento é realizado com estrogénio sob a forma de comprimidos em dose crescente ou fixa para promover o crescimento do endométrio.

Para comprovar o crescimento endometrial  serão realizadas várias ecografias durante a preparação endometrial. Por último, este tratamento é complementado com Progesterona, que tem a função de produzir a secreção das glândulas endometriais e fazer com que o endométrio possua as condições necessárias para a implantaçao do embrião. Em caso de gravidez, a medicação com estrogénio e progesterona é mantida até às 8-12 semanas de gravidez.

O sucesso do ciclo de Doação de óvulos é em grande parte determinado por uma sincronização correta entre o ciclo da dadora e receptora. É necessário regular os ciclos menstruais de ambas, de modo a que o endométrio receptor esteja preparado a receber os ovócitos da dadora. Para obviar esta dificuldade, é possível recorrer a um Banco de óvulos criopreservados.