Consulta online Consulta online Consulta online
Cons. telefónica Cons. telefónica Cons. telefónica
« Voltar para o blog

Riscos de ser mãe depois dos 40

A maternidade depois dos 40 anos acarreta mais riscos, mas há cada vez mais mulheres a decidirem engravidar nesta idade.

Descubra aqui os riscos associados a uma gravidez mais tardia.

 

Dificuldade em engravidar

A probabilidade de engravidar depois dos 40 anos é bastante mais reduzida do que aos 30, além disso pode ter riscos associados não só para a mãe, mas também para o bebé.

Antonio Urries, biólogo e diretor da Unidade de Reprodução Assistida de Quirónsalud Saragoça sublinha que “a fertilidade mensal de uma mulher passa de 8% aos 35 anos para 3% aos 38. A partir dos 40, as mulheres definitivamente estéreis podem chegar a 50%.”

A quantidade de óvulos produzidos vai diminuindo gradualmente, tal como a qualidade dos mesmos.

Leia mais aqui sobre não conseguir engravidar.

 

Dificuldade em manter a gravidez

Manter a gravidez é mais difícil com o avançar da idade, a probabilidade de abortos ou nado-mortos ocorrerem aumenta.

O aborto ocorre antes das 20 semanas. Após esse tempo considera-se um nado-morto e este tipo de ocorrência é maioritariamente causada por anomalias nos cromossomas - mais provável de acontecer em óvulos envelhecidos.

Também o rastreio pré-natal, um teste de probabilidades que avalia riscos, mas que não oferece diagnósticos, deve ser mais aprofundado em mulheres acima dos 40 anos.

 

Anomalias no nascimento

Em mulheres mais velhas, o risco de o feto desenvolver problemas ao nível dos cromossomas é mais elevado.

Às alterações do número de cromossomas fetais chamamos cromossomopatias.

A Síndrome de Down (trissomia do cromossoma 21) é uma das cromossomopatias mais prováveis de se desenvolver em mulheres com mais de 40 anos.

A amniocentese é um procedimento de diagnóstico pré-natal que ocorre através da colheita de líquido amniótico e que envolve o feto sob controlo ecográfico.

Através deste procedimento consegue-se realizar um estudo dos cromossomas para despiste de doenças genéticas específicas e determinar com um rigor de 100% algumas anomalias cromossómicas - é recomendado por muitos médicos para idades maternas avançadas.

 

Doenças associadas à maternidade tardia

Uma maternidade mais tardia pode alavancar algumas doenças na gravidez, sendo necessário ter uma atenção redobrada.

Gestantes em idade mais tardia correm mais risco de desenvolver doenças tromboembólicas - varizes, embolias, coágulos, etc.

Também a diabetes gestacional tem mais probabilidades de surgir em mulheres que são mães depois dos 40.

Este é um tipo de diabetes que ocorre apenas durante a gravidez caracterizando-se por elevados níveis de açúcar no sangue ou glicose.

Outra doença de risco é a pré-eclâmpsia, que se define pela pressão alta e proteínas na urina, revelando-se perigosa para a saúde da mãe e do bebé devido ao facto de estar associada a problemas de saúde renal.

Como consequência destas doenças o bebé pode nascer prematuro e com um peso inferior ao normal.

É sempre importante manter o contacto com o seu médico de forma a monitorizar o bem-estar do bebé, mas também o seu.

Engravidar tardiamente é uma tendência crescente devido à evolução social que se tem registado e pode acarretar vários problemas, mas não é uma missão impossível.

Atualmente, graças à tecnologia e à inovação, há um leque de tratamentos de fertilidade para todas as mulheres realizarem o sonho de serem mães.