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FAQ COVID-19 RA

Dada a situação atual causada pela pandemia de coronavírus SARS-CoV-2, várias sociedades científicas, de profissionais e de pacientes têm publicado recomendações e guias com as perguntas mais comuns: 

- O meu ciclo de PMA foi cancelado. Porquê? Posso reiniciá-lo?

Segundo as recomendações de saúde emitidas pela Direção Geral de Saúde e reforçadas pela SPMR (Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução) face à pandemia de SARS-CoV-2, atravessámos um periodo em que fomos aconselhados a tomar todas as medidas para evitar colocar pacientes ou profissionais em risco, fazendo-os sair de casa por atos médicos não urgentes. Embora, para muitos casais, engravidar seja uma questão prioritária, neste momento a saúde deve prevalecer, por isso devemos ser cautelosos e minimizar os riscos de infeção. Iniciar um tratamento implicaria sair de casa mais do que seria meramente essencial. A sua segurança é o mais importante. 

Neste momento a maioria dos Centros de PMA está preparado para reiniciar os tratamentos. Aceda a informação sobre o reinicio dos tratamentos de PMA na IERA Lisboa.

Consulte aqui mais informações.

Poderá consultar informações gerais sobre infeção por COVID-19 e seguir todas as atualizações na página oficial da DGS: https://covid19.min-saude.pt/ e https://covid19.min-saude.pt/perguntas-frequentes/

Comunicado SPMR  (https://www.spmr.pt/noticias/11-novidades/557-recomendacoes-da-spmr-decorrentes-da-pandemia-covid-19-actualizacao-2)

- Iniciei o meu ciclo de tratamento antes da pandemia e disseram-me que o podia finalizar, mas não transferir os pré-embriões. Esta recomendação mantém-se?

Uma gestante é sempre uma paciente de maior risco para quase todas as doenças, principalmente porque o fato de estar grávida impossibilita, em muitas ocasiões, a administração da medicação necessária para combater a doença devido ao risco para o feto. Nessa situação, e observando como o SARS-CoV-2 se tem mostrado tão contagioso, a probabilidade de uma grávida ser infetada pelo vírus é bastante alta, mesmo em isolamento. Ao transferir os embriões resultantes do ciclo que tinha sido iniciado há uma grande probabilidade desta transferência originar uma gravidez. Essa situação resultaria em mais uma paciente de risco, e foi exatamente isso que em consonância com as sociedades científicas nacionais e internacionais (SPMR, ESHRE, ASRM, ICMART), quisemos evitar.

Além disso, embora não haja evidências científicas suficientes para mostrar que o SARS-CoV-2 influencie a gravidez por si só, parece haver uma correlação direta entre o próprio vírus e abortos precoces ou partos prematuros devido à febre associada à infeção. É verdade que a maioria dos casos podem ser assintomáticos, mas é nosso dever contribuir para evitar o nascimento de bebés prematuros ou com sequelas decorrentes da infeção durante a gravidez. Por esse mesmo motivo, e por não haver ainda muita informação nesta área, durante o estado de emergência decretado pelo governo, optámos por não realizar transferências embrionárias, evitando assim uma situação de risco.

Neste momento, a SPMR recomenda que, perante o contexto atual, os Centros de PMA possam retomar, de forma progressiva, a sua atividade clínica, incluindo os tratamentos de PMA. Recomenda também que a decisão de transferir embriões (a fresco ou criopreservados) seja discutida com os respetivos beneficiários. É muito importante que se sinta devidamente informada e esclarecida sobre o possivel impacto da infeção pelo SARS-Cov-2 na gravidez e no feto. 

Consulte aqui mais informações.

INFORMAÇÕES IMPORTANTES PARA TRATAMENTO DE PMA DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19.

REDUÇÃO DE RISCOS DE INFEÇÃO POR CORONAVÍRUS (SARS-CoV-2) DURANTE O TRATAMENTO DE PMA.


SPMR: Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução
(
https://www.spmr.pt/noticias/11-novidades/557-recomendacoes-da-spmr-decorrentes-da-pandemia-covid-19-actualizacao-2)

 

ESHRE: European Society of Human Reproduction and Embryology
(https://www.eshre.eu/Press-Room/ESHRE-News#COVID19P2)

 

 - Mas, se finalmente ficar com pré-embriões criopreservados, eles têm as mesmas hipóteses de gravidez que um pré-embrião fresco?

Existem inúmeros artigos científicos publicados que mostram que o potencial de implantação dos embriões crio preservados é idêntica à dos embriões a fresco. De facto, atualmente uma parte significativa dos ciclos de fertilização in vitro inclui transferências diferidas, com o objetivo de otimizar as condições do endométrio (camada em que o pré-embrião se liga dentro do útero) e assim potenciar as hipóteses de gravidez.

- Posso decidir quando quero transferir os pré-embriões ou usar os oócitos?

Uma vez que o estado de emergência termine os pacientes e as equipas clínicas tomarão uma decisão conjunta para avaliar o melhor momento para retomar o tratamento. Teremos de ter sempre em mente que para otimizar a hipótese de gravidez, esse momento deve ser o ideal. 

- Existe um limite para decidir transferir os pré-embriões ou usar os oócitos?

A partir do momento em que termine o estado de emergência, poderá decidir quando fazê-lo, tendo em consideração que os pré-embriões ou oócitos podem permanecer crio preservados por vários anos, atendendo ao limite legal de 3 anos para embriões e 5 anos para oócitos (renováveis segundo condições específicas). 

- Se for infetada com o coronavírus antes de decidir transferir os pré-embriões, usar os oócitos ou iniciar um tratamento de PMA, as minhas hipóteses de engravidar diminuem, ou serei mais infértil?

Com os dados disponíveis e tendo como comparação outras estirpes de SARSs (infeções por coronavírus que ocorreram em anos anteriores), não foi descrita qualquer redução na fertilidade no que respeita à qualidade dos ovócitos ou espermatozóides. Da mesma forma, não parece que a capacidade de engravidar após a infeção seja influenciada, embora devam tomar todas as precauções sugeridas pelo seu médico após o fim da doença. 

- E se eu engravidar espontaneamente?

A situação é idêntica quer a gravidez tenha resultado de uma transferência de embriões, quer de uma conceção espontânea. Se está grávida deve seguir as mais recentes recomendações das instituições de saúde nacionais e seguir todas as indicações do seu médico assistente que estará preparado para a acompanhar da melhor forma! Pode também consultar aqui (link para FAQ Gravidas IERA Lisboa) algumas das perguntas mais frequentes durante a gravidez.

As recomendações das sociedades nacionais e internacionais dedicadas à Procriação Medicamente Assistida, no sentido de não realizar transferências durante o estado de emergência, devem-se às incertezas que este novo vírus ainda desconhecido nos levanta. Não temos ainda dados científicos e o impacto da infeção por coronavírus na mulher grávida e no recém-nascido é desconhecido (ICMART).

No caso de uma gravidez espontânea, é aconselhável manter contato com seu médico ou obstetra, para que este lhe transmita as recomendações mais adequadas para o seu caso.

Proteja-se de uma possível infeção (https://covid19.min-saude.pt/materiais-de-divulgacao/e Siga as recomendações oficiais da Direção Geral de Saúde (https://covid19.min-saude.pt/perguntas-frequentes/)

 

Lembre-se: esta situação não será indefinida. Tomámos todas as precauções e temos certeza de que se sentirá em segurança  para retomar os seus sonhos, com a máxima garantia de um cuidado “pessoa a pessoa”. 

Recomendamos seguir o site da DGS Covid19 – Estamos On  (https://covid19estamoson.gov.pt/#) e descarregar a nova App Covid19 – Estamos On, disponivel para smartphone.

FAQ para pacientes - guia ASEBIR. Texto adaptado pela equipa IERA Lisboa.

BIBLIOGRAFÍA

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& laboratory medicine 2020.

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J Infection 2020

* Schwartz DA, Graham AL. Potential and maternal infant outcomes from coronavirus 2019-nCoV (SARS-CV2)

infecting pregnant women: Lessons from SARS, MERS, and other coronavirus infection. Viruses 2020

* Liang H, Acharya G. Novel corona virus disease (COVID-19) in pregnancy: What clinical recommendations to

follow? AOGS 2020

* Rassmussen SA, Smulian JC, Lednicky JA, Wen TS, Jamieson DJ. Coronavirus Disease 2019 (COVID19) and

Pregnancy: what obstetricians need to know. American Journal of obstetrics and gynecology. 2020

* Chen H

et al. Clinical characteristics and intrauterine vertical transmission potential of COVID-19 infection in nine pregnant women: a retrospective review of medical records. Lancet. 2020
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* Liu D, Li L, Wu X, Zheng D, Wang J, Yang L, Zheng C. Pregnancy and Perinatal Outcomes of Women with Coronavirus Disease (COVID-19) Pneumonia: A Preliminary Analysis. AJR American journal of roentgenology 2020

 OUTRAS REFERÊNCIAS

https://asebir.com/

https://www.asrm.org

https://www.eshre.com

https://www.acog.org

https://www.who.int

https://www.icmartivf.org/

https://www.spmr.pt/

https://www.dgs.pt/