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FAQ COVID-19 RA

Tendo em conta a situação atual causada pela pandemia de coronavírus SARS-CoV-2, várias sociedades científicas, de profissionais e de pacientes, têm publicado recomendações e guias com as perguntas mais comuns: 

- O meu ciclo de PMA foi cancelado. Porquê?

Segundo as recomendações de saúde emitidas pela Direção Geral de Saúde e reforçadas pela Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução (SPMR), face à pandemia de SARS-CoV-2, não devemos colocar pacientes ou profissionais em risco - evitando fazê-los sair de casa por atos médicos não urgentes.
Embora, para muitos casais, engravidar seja uma questão prioritária, neste momento, a saúde deve prevalecer. Devemos ser cautelosos e minimizar os riscos de infeção. Iniciar um tratamento implicaria sair de casa além do essencial. A sua segurança é o mais importante. 

Poderá consultar informações gerais sobre infeção por COVID-19 e seguir todas as atualizações na página oficial da DGS: https://covid19.min-saude.pt/ e https://covid19.min-saude.pt/perguntas-frequentes/

Comunicado SPMR

 

- Iniciei o meu ciclo de tratamento e disseram-me que o posso finalizar, mas não transferir os pré-embriões Porquê?

Uma gestante é sempre uma paciente de maior risco para quase todas as doenças, principalmente porque o fato de estar grávida impossibilita, em muitas ocasiões, a administração da medicação necessária para combater a doença devido ao risco para o feto. Ao transferir os embriões resultantes do ciclo que tinha sido iniciado, há uma grande probabilidade desta transferência originar uma gravidez, o que converteria a mulher numa paciente de alto risco, em caso de contágio por coronavírus.  É exatamente isso que, em consonância com as sociedades científicas nacionais e internacionais (SPMR, ESHRE, ASRM, ICMART), queremos evitar.

Além disso, embora não haja evidências científicas suficientes que demonstrem que o SARS-CoV-2 influencie a gravidez por si só, parece haver uma correlação direta entre o vírus e abortos precoces ou partos prematuros devido à febre associada à infeção. É verdade que a maioria dos casos podem ser assintomáticos, mas é nosso dever contribuir para evitar o nascimento de bebés prematuros ou com sequelas decorrentes da infeção durante a gravidez. Por este motivo, e por não haver ainda muita informação nesta área é recomendável não realizar transferências embrionárias, evitando assim uma situação de risco.

Quanto ao tratamento, esse pode ser terminado, uma vez que a estimulação ovárica pode continuar até ao momento da punção, de forma a obter os oócitos ou pré-embriões que serão congelados por vitrificação, se possível, para serem transferidos num momento de maior segurança.

SPMR: Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução

ESHRE: European Society of Human Reproduction and Embryology

 

 - Mas, se finalmente ficar com pré-embriões criopreservados, estes têm as mesmas hipóteses de gravidez que um pré-embrião fresco?

Existem inúmeros artigos científicos publicados que mostram que o potencial de implantação dos embriões  criopreservados é idêntico à dos embriões  frescos. De facto, atualmente, uma parte significativa dos ciclos de fertilização in vitro inclui transferências diferidas, com o objetivo de otimizar as condições do endométrio (camada a que o pré-embrião se liga dentro do útero) e assim potenciar as hipóteses de gravidez.

 

- E no futuro posso decidir quando quero transferir os pré-embriões ou usar os oócitos?

Quando o estado de emergência terminar, os pacientes e as equipas clínicas tomarão uma decisão conjunta para avaliar o melhor momento para retomar o tratamento. Teremos de ter sempre em mente que para otimizar a hipótese de gravidez, o momento deve ser o ideal. 

 

- Existe um limite para decidir transferir os pré-embriões ou usar os oócitos?

A partir do momento em que termine o estado de emergência poderá decidir quando fazê-lo, tendo em consideração que os pré-embriões ou oócitos podem permanecer  criopreservados por vários anos – de acordo com o limite legal de 3 anos para embriões e 5 anos para oócitos (renováveis segundo condições específicas). 

 

- Se for infetada com o coronavírus antes de decidir transferir os pré-embriões, usar os oócitos ou iniciar um tratamento de PMA, as minhas hipóteses de engravidar diminuem?

Com os dados disponíveis e tendo como comparação outras estirpes de SARSs (infeções por coronavírus que ocorreram em anos anteriores), não foi mencionada qualquer redução na fertilidade no que respeita à qualidade dos oócitos ou espermatozoides. Da mesma forma, não parece que a capacidade de engravidar após a infeção seja influenciada embora devam ser tomadas todas as precauções sugeridas pelo seu médico após o fim da doença. 

 

- E se eu engravidar espontaneamente?

A situação é idêntica quer a gravidez tenha resultado de uma transferência de embriões, quer de uma conceção espontânea. Se está grávida deve seguir as mais recentes recomendações das instituições de saúde nacionais e todas as indicações do seu médico assistente, que estará preparado para a acompanhar da melhor forma! Pode também consultar aqui (link para FAQ Gravidas IERA Lisboa) algumas das perguntas mais frequentes durante a gravidez.

As recomendações das sociedades nacionais e internacionais dedicadas à Procriação Medicamente Assistida, no sentido de não realizar transferências neste momento, devem-se às incertezas quanto a este novo vírus, ainda desconhecido. Não temos ainda dados científicos e o impacto da infeção por coronavírus na mulher grávida e no recém-nascido é desconhecido (ICMART).

No caso de uma gravidez espontânea, é aconselhável manter o contato com seu médico ou obstetra, para que este lhe transmita as recomendações mais adequadas para o seu caso.

Proteja-se de uma possível infeção  e Siga as recomendações oficiais da Direção Geral de Saúde 

 

Lembre-se: esta situação não será indefinida e temos certeza de que em breve será possível retomar a atividade normal dos Centros de Procriação Medicamente Assistida. Em breve muitas pessoas retomarão os seus sonhos, com a máxima garantia de segurança. 

 

Recomendamos seguir o site da DGS Covid19 – Estamos On e descarregar a nova App Covid19 – Estamos On, disponivel para smartphone.

FAQ para pacientes - guia ASEBIR. Texto adaptado pela equipa IERA Lisboa.

BIBLIOGRAFÍA

* Schwartz DA. An Analysis of 38 Pregnant Women with COVID-19, Their Newborn Infants, and Maternal-Fetal Transmission of SARS-CoV-2: Maternal Coronavirus Infections and Pregnancy Outcomes. Archives of pathology

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* Liang H, Acharya G. Novel corona virus disease (COVID-19) in pregnancy: What clinical recommendations to

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Pregnancy: what obstetricians need to know. American Journal of obstetrics and gynecology. 2020

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* Liu D, Li L, Wu X, Zheng D, Wang J, Yang L, Zheng C. Pregnancy and Perinatal Outcomes of Women with Coronavirus Disease (COVID-19) Pneumonia: A Preliminary Analysis. AJR American journal of roentgenology 2020

OUTRAS REFERÊNCIAS

https://asebir.com/

https://www.asrm.org

https://www.eshre.com

https://www.acog.org

https://www.who.int

https://www.icmartivf.org/

https://www.spmr.pt/