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A IERA CONTINUARÁ A APOSTAR NA INOVAÇÃO, NA PERSONALIZAÇÃO, NO LEMA «A SAÚDE PESSOA A PESSOA

Qual o atual panorama da (in)fertilidade em Portugal? De que forma é que a inovação tem sido vital na promoção da fertilidade no nosso país? Quais os níveis de diálogo entre entidades privadas e o Estado neste domínio? Foram estas e outras questões que decidimos levar ao Instituto Extremeño de Reproducción Asistida (IERA), um dos principais players no âmbito da fertilidade em Portugal, que tem vindo a promover um serviço de excelência em prol dos outros. A Revista Pontos de Vista conversou com a equipa médica da instituição, quatro pro ssionais de reputação e excelência nesta área, Mafalda Rato Leal, Ana Aguiar, Eduardo Rosa e José António Dominguez, que nos deram uma visão plena sobre a atual realidade da fertilidade em Portugal.

 

O Instituto Extremeño de Reproducción Asistida (IERA), assume-se hoje como um dos principais players no domínio da fertilidade em Portugal, sendo responsável por conseguir tornar melhor a vida das pessoas que sofrem com a infertilidade. Neste sentido, e apenas para contextualizar, como é que a IERA tem vindo a promover, a crescer e a proporcionar aos pacientes uma experiência totalmente individualizada e personalizada?

Mafalda Rato Leal (MRL) Em consonância com a missão, visão e valores do grupo Quironsalud, centramonos nos cuidados de saúde e na pro- moção do bemestar das pessoas, colocando à sua disposição um serviço de saúde na medicina reprodutiva da mais alta qualidade, procurando ser reconhecidos por pacientes, médicos e instituições. Apostamos na participação em plataformas digitais, para estar mais próximos dos pacientes e estamos em constante contacto e colaboração com pro ssionais da área das diversas subespecialidades que complementam o estudo diagnóstico e evolução tecnológica das técnicas de PMA.
Somos uma equipa multidisciplinar e empenhada, apostada em personalizar a relação médico/doente e as condutas diagnósticas para uma atitude terapêutica individualizada a cada contexto reprodutivo. Temos vindo a apostar na incorporação de novos e atuais teste de diagnóstico nos campos da imagem/ ecogra a, da genética, da receptividade e disbiose endometrial e da avaliação contínua da qualidade e desenvolvimento dos embriões, de forma a oferecer uma individualização de tratamento que possibilite o melhor desfecho reprodutivo.

 

Quão importante é capacidade que o IERA tem seguindo uma linha de personalização, onde cada caso é um caso? Essa proximidade e dedicação são fundamentais para o paciente se sentir seguro e assim a probabilidade de sucesso aumentar?

José António Dominguez (JAD) Se todo o seguimento terapêutico for realizado numa perspetiva multidisciplinar e de forma individualizada, certamente possibilitará aos pacientes sentiremse mais con antes para gerir as suas expectativas, avaliar as suas limitações e motivações, minimizando obstáculos.

Acima de tudo consideramos que o importante é ajudar os pacientes a conhecer e a identi car as etapas de um ciclo de tratamento para que possam avaliar as suas implicações futuras sobre decisões conscientes e informadas.

A tecnologia tem sido o grande aliado da evolução na área da Medicina da Reprodução, tornando o processo mais qualitativo, mas é igualmente importante apostar numa relação de con ança paciente/ Centro que promova a melhor adesão aos exames de diagnóstico, à aplicação terapêutica e ao reforço da gestão de expectativas. Na IERA, facultamos o proporcionar de uma experiência positiva, baseada na disponibilidade e na con ança que conduz à redução da carga psicológica inerente a cada etapa do projeto parental e, consequente, como está demonstrado, a uma melhoria do desfecho reprodutivo. Promovemos a aplicação de protocolos de PMA, clínicos e laboratoriais individualizados, p.ex. optimizando, a cada caso, o momento da transfe- rência embrionária com vista ao maior potencial de gravidez.

Como analisa o atual panorama luso no que concerne às questões relacionadas com a temática da infertilidade? Que lacunas ainda urgem identi car e ultrapassar?

Ana Aguiar (AA) Nos últimos anos temos assistido ao decréscimo da natalidade no nosso país (apesar de, no último ano esta tendência se ter invertido) que na maioria das vezes é o re exo do adiamento na concretização do projeto parental.

Vivemos numa época em que se invertem prioridades dando primazia a metas pro ssionais, sociais e à estabilidade económica; uma época em que o diagnóstico e terapêutica de doenças graves, nomeadamente na área oncológica, doenças crónicas e infecciosas controladas com terapêutica, permitem perspetivar um desejo reprodutivo futuro.

Em Portugal há recursos disponíveis nas diversas áreas de atuação, seja no contexto da oncofertilidade, preservação da fertilidade, doação de gâmetas e embriões, rastreios e estudos genéticos no âmbito de doenças ou risco de transmissão aumentada, bem como na implementação de tecnologias de última linha no campo laboratorial da PMA, idênticas às disponibilizadas a nível global.

Uma grande lacuna da nossa sociedade é o desconhecimento sobre a sua saúde reprodutiva, proteção e preservação da mesma e a aposta num projeto reprodutivo atempado.

Outras das principais lacunas prendemse com os tempos de espera para tratamento no Sistema Nacional de Saúde e, com a baixa disponibilidade de gâmetas doados no banco público, sendo este uma necessidade e único recurso terapêutico disponível para alguns pacientes que encontram resposta maioritariamente nos centros privados de reprodução assistida.

Em termos legislativos temos uma das leis mais permissivas e participação do SNS no que se refere à aplicação das técnicas de PMA e recurso a gâme- tas doados e embriões, mas falta legislar acerca do recurso à maternidade de substituição.

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